ANÁLISE DA RESENHA DA SEMANA NO ESPAÇO DE OPINIÃO, REVISTA ZIMBO
O espaço de opiniões reservado no jornal da noite da TV ZIMBO esteve recheado de figuras ávidas da realidade de dois lados do país.
O 1º defendia o país real de Angola e dos angolanos.
O 2º defendia um país imaginário que só existe na mente dos comunistas.
POR: Manuel Cornélio
Para o efeito, a nossa análise funde-se na pessoa do Secretário Provincial da UNITA e Deputado à Assembleia Nacional pelo Ciclo Provincial do Kuando Kubando, Dr. Adriano Abel Sapiñala por ter demonstrado um profundo conhecimento da realidade daquela parcela do território que dirige.
Pelo que notámos, Adriano Sapiñala demonstrou que está lá para trabalhar em torno do país e não para o seu partido como tal. Manifestou à sua solidariedade com veemência a situação catastrófica que à população de Mavinga e Rivungo encontra-se, onde aproveitou o momento para anunciar o passamento físico de três cidadãos da mesma família por fome.
Enquanto isso, o meu ex Prof. de ciências políticas Dr. Israel Bonifácio, mostrou claramente que está aí em serviço do partido-governo e não em prol da ciência pois equivocou-se ao dizer que o ginásio constitui num culminar de compromisso que à presidência tem para com os seus parceiros. Lhe foi demonstrado por A mais B que aquilo não constitui uma prioridade pois o país, tem sérios problemas que não se justifica a presidência da república adjudicar 80 milhões de kzs ao ginásio.
Surpresa que nos surpreendeu, ouvimos pareceres dos ilustres deputados Alexandre Sebastião - CASA-CE e Lucas Ngonda - FNLA que mostraram ser normal a construção e equipar o ginásio da Assembleia Nacional. Aceitamos que pelas idades que ambos apresentam, no lugar do cérebro, há outra coisa semelhante ao cérebro pois algo anormal, os ilustres deputados, assumiram ser normal, num país onde a taxa de mortalidade infantil aumenta a cada dia, o índice de desemprego assusta dia pois dias, as pessoas perderam de forma absoluta o poder de compra e os ilustres deputados, acham isso normalíssimo num país normal.
À bom de verdade que se diga, estes deputados, num país sério, perderiam os seus mandados por não saberem qual a missão que têm enquanto deputados.
A nossa nota positiva vai obviamente pelo ilustre deputado Adriano pelo profundo conhecimento e trabalho que tem desenvolvido naquela região a qual é responsável.
A nossa nota negativa, sem desprimor, recai para o meu antigo professor de ciências políticas, que escolheu o momento e lugar errado para defender algo indefensável, uma vez que está em jogo vidas humanas, o Estado deve despir-se de qualquer que seja o comprometimento que tenha para salvar vidas que estão a se perder dia pois dias.
